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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

OBRIGADO POR FUMAR (THANK YOU FOR SMOKING)

Ano de Produção: 2005
Diretor: Jason Reitman
Roteirista: Jason Reitman
Atores Principais:

Aaron Eckhart – Nick Naylor
Cameron Bright – Joey Naylor
J.K. Simmons – BR
Maria Bello – Polly Bailey
David Koechner – Bobby Jay Bliss
William H. Macy – Senator Finistirre
Katie Holmes – Heather Holloway
Sam Elliott – Marlboro Man
Robert Duvall – Captain

O filme trata essencialmente de uma questão, a meu ver, pouco discutida ultimamente: a habilidade de argumentação como instrumento de poder. Todo mundo fala do poder da informação, mas do que adianta ter informação privilegiada e não saber como usá-la? Nick Naylor é um expert em transformar simples dados da realidade em argumentos infalíveis. Certo e Errado, Moral e Imoral não têm lugar no seu processo criativo. Afinal, esse talento, como o próprio personagem diz em determinado momento, “paga a hipoteca”.
É a partir daí que vem a graça do filme. Ambientalistas, militantes, o Senador (principal antagonista), todos eventualmente ficam paralisados diante da eloqüência e da absoluta cara-de-pau de Nick, o lobista principal das grandes companhias de cigarro. Uma cena bem ilustrativa é logo a primeira: Nick é convidado a um programa de televisão para debater os males do fumo na população adolescente. Seus adversários são: mães militantes contra o fumo na adolescência, um representante do Senador e, conforme o que diz a plaquinha de identificação a sua frente, “Cancer Boy”, todo frágil e careca. O show começa e a platéia é tão hostil que uma das mulheres cospe em direção a Nick. No final, depois de um discurso brilhante, cuja eficiência deixa o representante do senador sem palavras, Cancer Boy já está apertando sua mão com um largo sorriso e a platéia está aplaudindo, cheia de admiração.

Só que tem um porém. O filho de Nick, Joey. Aparentemente, pai e filho têm uma relação espetacular. Apesar de morar com a mãe e seu padrasto, Joey adora o pai e vice-versa. Ambos fazem o típico do pai e filho no fim de semana e, além disso, Joey freqüentemente acompanha Nick em suas viagens de negócio. No entanto, como resultado dessa convivência e da observação de seu pai em serviço, sua moral está ficando gradativamente mais flexível.

Nick sabe disso, mas somente age nesse sentido depois de sofrer um hilário atentado contra a sua vida. O protagonista finalmente decide dar o exemplo a Joey e inclui um pouquinho do moralmente correto em seus atos. Muitos críticos meteram o pau nesse aspecto do filme, mas admito que não me incomodou muito. Pensando bem, eu concordo com o Nick depois de sua reviravolta. Ele pode muito bem usar seus talentos retóricos em favor de outras organizações menos “assassinas”.

Escolhi usar aspas acima, porque, apesar de considerar as multinacionais do cigarro um apêndice purulento do capitalismo (e as de fast-food também), os maiores responsáveis pelas mortes causadas pelo cigarro de nicotina são, acima de tudo, os usuários. Estamos acostumados demais a retirar a carga de responsabilidade sobre os nossos atos. Quem obriga o fumante a ir à padaria comprar um maço? Propaganda? Será mesmo? Pessoalmente, acho que o cigarro ainda prospera porque, ás vezes, é foda lidar com o livre arbítrio.
P.S.: Àqueles que nunca viram ou que desejam rever o filme, chamo atenção especial aos encontros dos “Mercadores da Morte”. Os três atores dão uma aula de timing cômico.

Menção: O

Link no imdb.

sábado, 30 de julho de 2011

HERÓIS MUITO LOUCOS (MYSTERY MEN)

Diretor: Kinka Usher
Ano de Produção: 1999

Roteirista: Neil Cuthbert

Atores Principais:

Ben Stiller – Mr. Furious
William H. Macy – The Shoveler
Hank Azaria – The Blue Raja
Janeane Garofalo - The Bowler
Greg Kinnear – Captain Amazing
Geoffrey Rush – Casanova Frankenstein
Eddie Izzard – Tony P



A escolha do primeiro filme a ser criticado nesse blog não poderia ter sido mais aleatória. “Heróis Muito Loucos” está longe de ser um dos meus filmes favoritos, ou mesmo um dos meus filmes menos favoritos. Simplesmente, foi o filme que eu baixei ontem.

É uma bagunça total. Sua irregularidade é enervante. Alguns exemplos genuinamente engraçados vêm de diferentes tipos de humor. Há cenas de sátira inteligente como aquela em que o Ben Stiller ridiculariza o Eddie Izzard porque o seu super poder como vilão é simplesmente uma arma de fogo – na verdade, com muita boa vontade, o filme pode ser visto como uma denúncia ao porte de armas. Comédia pastelão estilo três patetas também tem o seu lugar – Stiller tenta equilibrar um martelo na cabeça vestindo melancias como sapatos. Até piada de peido entra no filme: um dos “super-heróis” tem o poder de nocautear seus adversários com a pestilência de seus flatos. Por sinal, a cena mais fraca do filme acontece quando um gambá transa com a sua perna à noite de lua cheia, na beira de um penhasco. Bem “romântico”. Horroroso define melhor.

Em geral, o filme é bobinho. Tem uma aura infantil irritante. Mesmo sendo bem intencionado, o filme peca especialmente porque tem DUAS HORAS de duração! Absurdo um filme como esse ter mais de noventa minutos. Esse tipo de “spoof” deve obrigatoriamente ser sintético, conciso para prender a atenção do espectador até o fim. Senão, a piada-premissa cansa. Afinal, por quanto tempo é possível rir de gente comum se vestindo de maneira ridícula, tentando ser super-herói?

A cena que vale o seu tempo precioso: a segunda vez que o Stiller fica furioso, em cima da limusine do Casanova. Ele tentando arrancar do capô aqueles objetos de metal que representam a marca do carro, na unha, é imperdível.

Menção: A/M


Link no imdb.