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sábado, 30 de julho de 2011

CONAN, O BÁRBARO (CONAN, THE BARBARIAN)

Diretor: John Milius
Ano de Produção: 1982

Roteiristas: John Milius e Oliver Stone

Atores Principais:
Arnold Schwarzenegger – Conan
James Earl Jones – Thulsa Doom
Max von Sydow – King Osric
Sandahl Bergman - Valeria
Gerry Lopez – Subotai
Mako – Wizard/Narrator


Conan, o Bárbaro. O título se impõe por si só. 130 minutos de batalha encarniçada, bruxaria, ambição e vingança.

Dada a época em que o filme foi rodado, jovens espectadores do século XXI podem se sentir um pouco entediados com a sua longa duração, principalmente porque a ação não é ininterrupta. Ao contrário, diversas cenas “paradas” não foram cortadas na sala de edição, porque servem o mero propósito de apresentar as motivações e os conflitos dos personagens, criar atmosfera, enriquecer os aspectos secundários da história, ou seja, tudo o que os diretores de “filmes de ação” desprezam hoje em dia. Mesmo que interpretado por nada mais nada menos que o “Mr. Governator”, pode-se dizer que o seu lacônico Conan, cujas falas, se postas em seqüência cobrem, no máximo, uma lauda, é um personagem mais autêntico e complexo do que aquele babaca do Shia LaBeouf do Transformers, por exemplo. No final, quando Conan já cumpriu sua missão, sabemos exatamente como e porque ele chegou ali e a sensação é de satisfação, pois torcemos pelo bárbaro, nos preocupamos com ele durante toda a película. Lógico, o Cimério é de carne e osso.

Enumero outros pontos fortes: o roteiro enxuto e muitas vezes literário. O narrador, de fato, é essencial ao filme, uma vez que o engrandece com linguagem poética e um tom épico. O vilão é espetacular. Mr. Earl Jones traz gravitas e elegância a um papel que, na posse de alguém menos habilidoso, certamente cairia no ridículo. Alem disso, graças à qualidade do roteiro, o seu monstro é um manipulador inteligente e corrompido pelo poder sobre o outro. Demasiado humano. Há líderes religiosos semelhantes a ele por aí.

O final é catártico e extremamente apropriado à história de um bárbaro. Não vibrar e ficar indiferente ao destino final de Conan e o seu rival, Thulsa Doom, é tarefa impossível. Surpreendentemente, o embate entre ambos acontece mais no plano mental do que o físico.

O que me leva a um ponto fraco: Thulsa Doom. Que porra de nome é esse?? Sem comentários. Se não fosse James Earl Jones...

(Spoiler): Uma cena pavorosa é Valéria voltando do mundo dos mortos para ajudar Conan a trucidar um dos responsáveis pela morte de seu pai. Vestindo uma roupa prateada, meio garota do Fantástico anos 80, ela reitera a sua pergunta recorrente ao Bárbaro: “Do you want to live forever?”

O que te faz pensar: será que é possível manter a admiração pelo filme depois dessa cena? Com certo esforço, eu consegui.

Menção: O


Link no imdb.